Era o primeiro dia de viagem. Eu estava em uma pequena cidade fronteiriça ao deserto do Saara, no norte da África. A minha intenção era fazer parte de uma caravana que partiria rumo a um oásis onde residia um sábio dervixe. Nas rodas esotéricas ele era conhecido como um feiticeiro muito respeitado face ao enorme conhecimento que possuía a respeito de muitos segredos “sobre céu e a terra”. Eu ainda dava os primeiros passos no Caminho e tinha ficado profundamente impressionado com as histórias que ouvira. Essa caravana era a única maneira de chegar até o oásis e, por consequência, ao sábio. Ela partia apenas duas vezes ao ano, em datas imprecisas, e a travessia durava quarenta dias. Entrei em uma taberna que me indicaram como ponto de contato. Apesar de me parecer um lugar estranho, que vendia não somente bebida e comida, mas todo o tipo de coisas de que alguém precisaria para sobreviver durante muitos dias entre as dunas e o sol, as pessoas, aparentemente, não se importaram com ...